Pastel de Belém e Pastel de Nata: é tudo igual?

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Afinal, é tudo a mesma coisa ou uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa? Há os que afirmam que não há diferença alguma entre os dois. Há até quem compre pastéis de nata daquela famosa casa das esfihas jurando que são pastéis de nata[1].

Vamos começar pela massa: a do pastel de nata é mais densa e menos crocante. A do pastel de Belém é quebradiça e mais levinha. A receita original é um segredo exclusivo da Fábrica dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Aí, tradicionalmente, os pastéis de Belém comem-se ainda quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó.

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Essa maravilha da doçaria portuguesa foi criada por clérigos do Mosteiro dos Jerónimos numa tentativa de angariar recursos para sua sobrevivência. Nessa época, ele ainda era um simples pastel de nata. Com o fechamento do mosteiro, o pasteleiro do convento decidiu vender a receita a um empresário português, continuando até hoje na posse dos seus descendentes. Tanto a receita original como o nome “Pastéis de Belém” estão patenteados.

Há quem goste mais dos pastéis de nata e há quem não abra mão de um pastel de Belém original. Só um conselho: jamais diga em Portugal, ou a um português, que eles são iguais.

Conclusão: todo Pastel de Belém é um Pastel de Nata, mas nem todo Pastel de Nata é um Pastel de Belém.

1 Não sei se é verídico, mas li por aí que os tais pastéis árabes são ultra-congelados e que é só colocar no forno e servir. Onde fica o glamour, gente?

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