A história do bolo de casamento

Tradicionalmente, o bolo de casamento era servido para trazer boa sorte ao casal e aos seus convidados. Atualmente, no entanto, adquiriu o papel de peça central na decoração do casamento e muitas vezes é substituído por um bolo cenográfico feito de isopor coberto com glace e pasta americana. Alguns bolos são construídos com apenas um nível comestível para que os noivos compartilhem o doce durante o tradicional corte do bolo.

Antes do século XVIII, o bolo de casamento surgiu de várias tradições étnicas diferentes. Uma das primeiras tradições começou na Roma antiga, onde um pão era partido sobre a cabeça da noiva para trazer boa sorte ao casal.

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O bolo de casamento era, originalmente, um item de luxo e um sinal de celebração e status social. Quanto maior o bolo, maior a posição social. O glacê branco também era um símbolo de dinheiro e importância social, de modo que um bolo branco era altamente desejado. Hoje, diferentes sabores e apresentações estão disponíveis além do tradicional bolo em camadas totalmente branco.

Na Inglaterra Medieval, os bolos eram empilhados o mais alto possível para que os noivos se beijassem sobre ele. Um beijo bem-sucedido significava a garantia de uma vida próspera. A partir desta tradição, foi criada a Torre de Profiterole (ou Croquenbouche). O mito por trás desse bolo fala de um chef de pâtisserie, visitando a Inglaterra medieval que testemunhou sua tradição de empilhar pãezinhos doces entre os noivos para que eles tentassem se beijar sem derrubá-los. O confeiteiro voltou para a França e empilhou doces em uma torre para fazer o primeiro Croquembouche. O croquembouche moderno ainda é muito popular na França, onde agora é comum colocar a torre de profiteroles em uma “cama” de bolo e torná-la uma camada superior. Este tradicional bolo de casamento francês é construído a partir de profiteroles grudados entre si por uma fina camada de caramelo.

Tradicionalmente, a noiva colocava uma aliança dentro do pedaço de bolo do noivo para simbolizar o consentimento da proposta. Durante o meio do século XVII até o início do século XIX, a “torta da noiva” era servida na maioria dos casamentos e os convidados deveriam comer um pedaço por cortesia. Era considerado muito grosseiro e agourento não comer a torta da noiva. Uma tradição da torta da noiva era colocar um anel de vidro no meio da sobremesa e a donzela que o encontrasse seria a próxima a se casar, semelhante à tradição moderna de pegar o buquê de flores. A torta da noiva evolui para o bolo da noiva. Nesta época, a sobremesa já não tinha mais a forma de uma torta e era mais doce do que a sua antecessora. O bolo da noiva era tradicionalmente um bolo de ameixa ou de frutas. A superstição de que comer o bolo traria boa sorte ainda era comum, mas a do anel de vidro morreu lentamente e o lançamento do buquê da noiva tomou seu lugar.

O registro mais antigo que temos do que se assemelha aos bolos de casamento atuais se originaria no casamento do Príncipe Leopold, Duque de Albany, em 1882. Seu bolo de casamento foi o primeiro a ser completamente comestível. As colunas entre os níveis de bolo só apareceriam cerca de 20 anos depois. Os pilares eram muito mal feitos com cabos de vassouras cobertos de glacê. Os andares representavam prosperidade e eram um símbolo de status porque apenas famílias ricas podiam se dar ao luxo de incluí-los no bolo. O bolo de casamento do Príncipe Leopold foi criado em camadas separadas e com uma camada de glacê bastante densa. Quando o glace endureceu, as camadas puderam ser empilhadas. Uma inovação revolucionária para bolos de casamento na época. Os bolos de casamento modernos ainda utilizam este método, com uma forma adicional de apoio, com pinos embutidos no bolo, para ajudar a suportar o peso, especialmente de bolos maiores.

Bolo do recorde mundial Guinness! UAU!

Até o próximo post! 👩🏻‍🍳

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